sábado, 16 de fevereiro de 2019


Resenha: Shingeki no Kyojin

Essa semana o fandom de Shingeki no Kyojin caiu em polvorosa após as cenas bombásticas do capítulo 114 do mangá. Uma incógnita foi deixada no ar (na minha humilde opinião, dessa vez ele se foi) e, como o próximo capítulo só sai mês que vem, decidi que escrever uma resenha era a melhor forma de aplacar a ansiedade. SnK definitivamente me conquistou, e vou dizer o porquê.

Título: Shingeki no Kyojin (Attack on Titan ou Ataque de Titãs)
Gênero: Anime/Mangá Shonen
Autor: Hajime Isayama
Capítulos: Em andamento
Episódios: Em andamento

Sinopse: Há muito tempo, os humanos foram quase exterminados pelos titãs, seres humanoides gigantes que devoram as pessoas sem nenhum motivo aparente. Os poucos sobreviventes fugiram, levantaram muralhas de 50 metros para se proteger e tentar viver em paz... Porém, 100 anos depois, a humanidade começa a pagar por seus anos de passividade: um titã colossal aparece, destruindo a muralha e dando início a um cenário de carnificina e destruição. É nesse momento em que as vidas de Eren, Mikasa e Armin serão mudadas para sempre. Assim começa uma batalha épica entre a raça humana e esses seres. A busca pela sobrevivência e o desejo de liberdade são o que movem a humanidade.

O enredo de Shingeki no Kyojin se desenvolve em um cenário pra lá de curioso. Após o surgimento dos titãs, uns bichos estranhos que parecem crianças gigantes, correm estabanadamente e comem pessoas, a parcela sobrevivente da humanidade construiu três muralhas para se proteger. Restritos a essas muralhas, a população vive uma espécie de distopia pseudo-medieval que conta com aparatos de tecnologia avançada. É bem louco. E diferente.


O mangá inicia dando umas amostras do mundo perigoso que existe fora das muralhas. Aliás, as primeiras cenas do capítulo são uma das maiores fontes de teorias da obra. Entramos na história já sentindo a tensão de mistérios e o alarde que envolvem as personagens.


Eren Jaeger é o protagonista. Ao lado do pai, da mãe e da irmã adotiva Mikasa, vive numa região mais externa – e arriscada – das três muralhas. Sua vida é tão tranquila quanto as circunstâncias permitem ser. Com Mikasa e Armin, seu melhor amigo, passa horas divagando sobre o mundo além das muralhas. Seu sonho é se unir à Tropa de Exploração, um regimento militar cuja missão é descobrir o que são e de onde vêm os titãs.

Essa relativa paz é brutalmente encerrada quando um titã maior que as muralhas derruba o portão da cidade de Eren, permitindo que hordas de outros titãs invadam o território da humanidade. O caos se instala, as pessoas ficam encurraladas como animais no matadouro. Muitos morrem, entre eles a mãe de Eren, que é devorada na frente dele.

Eren, Mikasa e Armin conseguem escapar, mas a vida pacifica que tiveram até ali está perdida para sempre. Tomado pelo ódio, Eren promete destruir todos os titãs, e é assim que a história começa pra valer.


Tudo o que narrei até aqui é apresentado nos dois primeiros capítulos da obra. DOIS CAPÍTULOS! São altas emoções e uma carga imensa de informação que é diluída e explicada ao longo do enredo. A forma com que o autor conduz a narrativa é quase angustiante: tudo tem uma razão para acontecer. Isso nos obriga a ficar atentos a cada mínimo detalhe, já que pode ser de suma importância mais para frente.

Também há um senso de risco que marca presença em todas as batalhas e cenas de ação. A qualquer momento, seu personagem preferido pode encontrar a morte na boca de um titã – ou nas mãos de um traidor. Não é à toa que a obra recebeu o apelido de Game of Trones dos mangás. E se prepare para aquele aperto no peito porque as personagens são cativantes.


Particularmente, não me apeguei a Eren, Mikasa e Armin ao iniciar a leitura. Eren é imaturo, impulsivo e, por vezes, irritante. Apesar de mais forte e habilidosa, Mikasa é a sombra dele, tão dependente que me deu um ranço irrefreável. Armin fica ofuscado entre os dois, sendo o mais fraco, embora mais inteligente. Porém essas características vão sendo trabalhadas de forma brilhante pelo autor, que aprofunda as complexidades de cada um – menos da Mikasa, ela continua apagadona.

Um ponto que vejo vários leitores comentando – e que também me incomodou – foi o traço bagunçado do mangaka. Este é o primeiro trabalho de Isayama, que sequer esperava receber tanto sucesso; o próprio já admitiu em entrevistas que dava mais foco ao enredo do que aos desenhos, por isso o visual pra lá de poluído. Mas ele tem melhorado. Comparando o capítulo 1 e o 114, lançado agora, podemos ver uma drástica evolução.


A história está caminhando para o seu arco final. Muitas das perguntas levantadas nos primeiros capítulos já foram respondidas e tantas outras foram formuladas. O nível dos plot-twist é intenso. Fui pega de surpresa uma dúzia de vezes e, até hoje, não me decepcionei.

Ah, outro elemento que merece destaque no pacote SnK é a dedicação de seu fandom. O pessoal arrebenta nas traduções, teorias, discussões, fanfics e, sim, memes.


A versão animada da história também apresenta uma qualidade impressionante para os amantes de anime. Shingeki está em sua terceira temporada, com a segunda parte estreando em abril. Eu sou do time que prefere o mangá, mas o último teaser lançado me deixou roendo as unhas em expectativa. A coisa vai ser insana.

Shingeki no Kyojin é um mangá que traz cenas pesadas de morte e sangue e trata dos sentimentos humanos de forma bem crua. O leitor precisa se equilibrar entre a frieza e a sensibilidade para aproveitar a série em sua totalidade. Das muitas mensagens que o autor imprime à obra, a mais clara é a ideia de que nossas vidas são o resultado das nossas escolhas e sempre haverão decisões difíceis a serem tomadas.

Esse texto ficou imenso e eu ainda poderia continuar por mais uns quatro ou cinco parágrafos. Realmente, Shingeki me cativou. Espero trazer mais textos relacionados no futuro. Até lá!
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